JESUS CRISTO, O LOGOS DE DEUS


LIÇÃO 03 – 18 DE OUTUBRO DE 2009, quarto trimestre .

Queridos irmãos, A Paz do Senhor!

Nosso comentarista é o Pastor José da Silva Oliveira - O tema da semana é:
“JESUS CRISTO, O LOGOS DE DEUS”
Professor: Pr. Leonardo A. Garcez

Sejam todos muito bem vindos!

TEXTO ÁUREO

“E Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por Ele”. Cl 1.17.

VERDADE APLICADA

Cristo é imagem do Deus invisível, Ele é o único canal pelo qual podemos ter algum contato com Deus, porque Ele é a própria expressão da personalidade divina na Criação.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

1) Ensinar porque o termo “logos” foi empregado no evangelho João;

2) Deixar claro que ninguém pode ter acesso a Deus a não ser por Cristo;

3) Mostrar que Cristo é o princípio de todas as coisas e a razão de tudo existir.
GLOSSÁRIO

Imanente: Que reside na própria essência do todo; o mesmo que permanente;
Logos: Palavra grega que significa palavra e razão;
Dissipar: Espalhar
Helenista: Que ou quem é versado na língua e antiguidades gregas.

INTRODUÇÃO

O evangelho de João apresenta Jesus como o “Verbo”, palavra que na Versão Almeida Revista e Corrigida é traduzida pela palavra grega “Logos”. O uso desta palavra pelo apóstolo tem trazido muitas discussões ao longo dos séculos, por se tratar de um termo usado na filosofia grega, o qual possuía um significado todo especial. Que havia sido como que “adaptado” ao judaísmo por um contemporâneo de Cristo, o filósofo judeu Filo (25 a.C.-±50 d.C.), natural de Alexandria e que se tornou o maior comentarista do texto grego do Antigo Testamento (a Septuaginta).


1. O SIGNIFICADO DO TERMO LOGOS

Ao ler o evangelho de João somos levados a pensar que o autor havia se aproveitado de uma corrente bem conhecida no mundo helenista e, a partir dela, expressar profundas verdades concernentes à pessoa de Jesus Cristo, o verbo encarnado.

O termo “logos” apresenta muito mais que a riqueza do pensamento helenista, mostra a todos, judeus e gentios, que Jesus é Deus e que podemos nEle crer como Senhor e Salvador de nossas vidas (Jo.20.31).

O logos no pensamento helenista e filosófico
Heráclito de Éfeso foi o primeiro a usar o termo logos
O filósofo judeu Filo e a interpretação do logos

Sendo conhecedor da lei e dos profetas e influenciado pelo pensamento grego, Filo entendeu que o “Logos” nada mais era que a Palavra vinda da parte de Deus, a Palavra que tudo havia criado (Gn 1. 3, 6, 9, 11, 14, 20, 24, 26,29). Deus tudo criou pela Sua Palavra e esta Palavra que, a um só tempo, era “palavra”, “discurso”, mas também ordenava e organizava a criação, era o “Logos”, a Palavra de Deus.

Nos escritos de Filo, o “logos” ganha uma função remidora, tornando-se o meio que leva os homens a uma natureza espiritual mais elevada. Como Judeu, Filo, jamais poderia entender que esta “Palavra” viria a ser uma das Pessoas divinas, como nos esclarece o apóstolo João (Jo 1.1).

2. O LOGOS E SUA RELAÇÃO COM DEUS, O MUNDO E OS HOMENS

João afirma que Jesus “No princípio era o Verbo” (Jo 1.1). O termo grego usado por João é “arché”, cujo significado é “princípio”, “origem”, “início”. As investigações filosóficas começaram na Grécia quando os pensadores passaram a querer descobrir qual era o “princípio” (a “arché”) de todas as coisas. João, inspirado pelo Espírito Santo, mostra, claramente, que o “princípio” é o Verbo, o Verbo que estava com Deus, o Verbo que é o próprio Deus.

O logos e a relação com Deus
O logos e a relação com o mundo
O logos e a relação com os homens

João afirma que todas as coisas foram feitas por Ele. “todas as coisas em particular, que até mesmo, a mais insignificante das coisas existentes, fora feita por Ele. Ele é o princípio ordenador de todas as coisas, a razão de tudo, o “Logos”. Ele é o princípio, a origem, o início de tudo quanto foi criado.
Torna-se muito interessante observar que, entre os israelitas, houve a assimilação da palavra grega “Logos” como a tradução da palavra hebraica “dãbhar”. No Salmo 33.6, o salmista afirma que “pela palavra do Senhor foram feitos os céus e todo o exército deles pelo espírito de Sua boca”.

Temos, então, no salmista, o mesmo pensamento dos textos neotestamentários mencionados e “palavra” é, ali, “dãbhar”, que tem o significado “estar por detrás e seguir em frente” ou, ainda, “seguir adiante com o que está por detrás”, que é, basicamente, “falar”, ou seja, “deixar as palavras seguirem uma após a outra”.

“Dãbhar” não significa apenas ‘palavra’ mas também ‘ação’. Subentende-se que “Jesus é mais do que expressão falada: Ele é Deus em ação, criando (Gn 1.3), se revelando (Jo 10.30) e salvando.


3. A ENCARNAÇÃO DO LOGOS, UM PRIVILÉGIO DE VALOR SEM IGUAL

Ao contar a parábola do semeador, Jesus revelou a grandeza de sua presença neste mundo. “Porque em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes e não o viram, e ouvir o que vós ouvis, e não ouviram” (Mt 13.17).

O verbo entre os homens, manifestou tanto o conhecimento quanto a sabedoria pura e refinada do criador. Estar ao lado do verbo encarnado foi um privilégio que pouquissimos homens puderam ter.

O verbo se manifestou cheio de graça e de verdade
O verbo tornou possível o acesso ao inacessível (Jo 1. 18)
O verbo é sua finalidade

Tornando-se carne, “a Palavra” tornou-se visível, audível e palpável a testemunhos oculares na terra (Mc 5.27.28). Desta forma, os homens podiam ter contatos e associação diretos com “a Palavra da Vida”, disse João:

“O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e o que as nossas mãos apalparam da Palavra da Vida, porque a vida manifestou-se, e nós a vimos e lhe damos testemunhos e vo-la anunciamos a Vida Eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada” (1 Jo 1.1.2).

Cristo tormou possível o acesso ao conhecimento das coisas celestiais. Agora, a luz é revelada, manifestada, recebe um nome, aparece na altura da compreensão humana. Infelizmente, pessoas que andavam encobertos pelas trevas não o puderam contemplar (Jo 1.5).

4. LOGOS, A PALAVRA CRIADORA

O agente de Deus no ato da criação foi a Sua Palavra: Ele deu ordens e as coisas foram criadas “haja”. O método que Deus usou na criação foi o poder da Sua Palavra. Repetidas vezes está declarado: “E disse Deus...” (Gn 1. 3,6, 9, 11, 14, 20, 24,26).

O escritor aos Hebreus disse: “Pela fé entendemos que o universo foi criado pela palavra de Deus, de modo que o visível veio a existir das cousas que não aparecem” (Hb 11.3). Deus se expressa através da Sua Palavra, pois, Ela é uma extensão da Sua Personalidade investida de autoridade (Dt 12.32; Sl 103.20). “O Logos é o próprio Deus em ação”.

Cristo é a Palavra de vida
Cristo é a Palavra sobre as forças da natureza
Cristo é a Palavra de eterna sabedoria

CONCLUSÃO

Cristo é sem duvidas o maior privilégio que a humanidade já pode receber. Sendo Ele o principio de todas as coisas e a razão pela qual tudo passou a existir, é de suma importância caminhar em direção a Ele em busca de orientação, sabedoria e conhecimento. Suas Palavras ainda ecoam através dos séculos a nos dizer: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida” (Jo 14.6).


QUESTIONÁRIO

1- Qual o significado do termo "logos"?
R.: Discurso e razão.

2- Quem é o "logos" a quem João se refere?
R.: Jesus Cristo, o verbo encarnado, o próprio Deus.

3- Qual a finalidade do "logos"?
R.: Veio a fim de aproximar Deus dos homens, e, finalmente, a fim de entregar os homens de volta a Deus.

4- Qual foi agente de Deus no alto da criação?
R.: A sua palavra.

5- Qual o ensino central do evangelho de Cristo?
R.: A transformação dos crentes segundo a própria imagem de Cristo.

Baixe aqui o plano de incentivo à leitura da Lição 3:

Fontes: Bíblia Sagrada – Concordância, Dicionário e Harpa - Editora Betel
Revista Jesus Cristo – Editora Betel - 4º Trimestre 2009 – Lição 03

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