LIÇÃO 01 - “JESUS CRISTO, O MAIOR PERSONAGEM DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE”


QUARTO TRIMESTRE DE 2009
“JESUS CRISTO, O MAIOR PERSONAGEM DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE”


LIÇÃO 01 - 04 DE OUTUBRO DE 2009 - JESUS CRISTO – O MAIOR PERSONAGEM DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE
Comentarista: Pastor José da Silva Oliveira.
Professor: Pr. Leonardo A Garcez

Sejam todos muito bem vindos!


TEXTO ÁUREO

“O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar”. Mt 24.35

VERDADE APLICADA

Os sistemas de sabedoria humana surgem e desaparecem, os reinos e impérios levantam-se e caem, mas por toda a eternidade Cristo permanecerá sendo o caminho, a verdade e a vida.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

1) Apresentar Cristo como a pessoa mais influente da história;

2) Revelar tanto a pureza quanto a perfeição de Cristo;

3) Esclarecer que a mensagem de Cristo é duradoura e universal.

GLOSSÁRIO

Compêndios: O mesmo que resumos

Cônscio: Aquele que sabe o que faz ou o que deve fazer

Ostentação: O mesmo vangloriar-se

INTRODUÇÃO

Dois mil anos já se passaram, mas Ele ainda é um enigma. Mestres, filósofos, religiosos, psicólogos, cientistas e líderes do mundo inteiro ainda tentam desvendar os mistérios de sua vida.

Quem é esse homem tão maravilhoso que dividiu a história?
Porque sua mensagem marcou tão profundamente a humanidade?

Jesus Cristo é, com certeza, a maior personalidade que este mundo já viu e, mesmo com o passar dos séculos, sua mensagem continua firme e inabalável. “Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão” (Mt 24.35).

Significado do nome:

Jesus: Javé Salva (Forma hebraica: Josué)
Cristo: Ungido (Forma hebraica: Messias)

Jesus Cristo e seus três ofícios:

Somente Jesus em toda a história conseguiu reunir estes três ofícios, por isso ele foi o único com as atribuições necessárias para ser o nosso único salvador, veja a seguir quais foram estes ofícios:

- Sacerdote: Hb: 5:9-10
- Profeta: Dt 18:15,18,19 - Lc 7:16
- Rei dos reis: Mt 28:18

O Jesus a quem nós seguimos não quer ser conhecido pelos seus somente no âmbito teórico, Jesus que Ser íntimo da sua igreja. Pois nosso Deus nos trata de maneira individual e pessoal, e por isso hoje nos é estendia a pergunta que Ele fez aos seus discípulos em Cesaréia:

E vós, quem dizeis que eu sou? Mt 16:15

1. CRISTO, O HOMEM MAIS MARCANTE DA HISTÓRIA

Como homem, Jesus é uma pessoa inteiramente diferente, singular. Movimentou o mundo como ninguém antes ou depois dEle.

A Enciclopédia Britânica utiliza 20.000 palavras para descrever a pessoa de Jesus. Sua descrição ocupa mais espaço que as biografias de Aristóteles, Cícero, Alexandre Magno, Júlio César, Buda, Confúcio, Maomé ou Napoleão Bonaparte.

• Jesus tornou-se o maior tema da história mundial
• Jesus foi muito mais do que um simples personagem histórico
• Jesus foi marcante, inesquecível e inigualável

Sobre as palavras de Jesus alguém se expressou da seguinte maneira: “São as palavras de uma pessoa perfeita”. Uma vez pronunciadas, elas não se calam. Ao contrário, seu som fica cada vez mais forte, seu eco ressoa até nossa época e ainda hoje move os corações.

Que suas palavras significavam a vida eterna, Jesus o sabia. Que viver essas mesmas palavras simbolizava uma transformação talvez nunca experimentada, Jesus também o sabia. Mas foi preciso o reconhecimento humano de que aquelas eram as palavras de vida, de caminho e de verdade.

2. CRISTO E SUA SURPREENDENTE NATUREZA

Um dos grandes dilemas da humanidade está em aceitar que o filho de uma plebéia, que trabalhou até os trinta anos como carpinteiro seja denominado como o Salvador do Universo.

Mas, se Deus se tornou homem, a quem ou a que Ele seria semelhante? A maneira como Jesus entrou no mundo de forma incomum, realizou ações sobrenaturais e viveu sem pecados, foi a causa desta impressão duradoura e universal. Deus veio à terra na pessoa de Jesus Cristo, e em Jesus vemos a manifestação dos atributos de Deus.

• Jesus Cristo era puro e auto-consciente
• Jesus Cristo era puro e perfeito
• Jesus Cristo era puro e de natureza incomum

C. E. Jefferson escrevendo acerca de Jesus disse: A melhor razão que temos para crer na natureza não-pecaminosa de Jesus é o fato de que Ele permitiu que Seus amigos mais chegados pensassem assim sobre Ele.

Em tudo o que Ele falou não existe qualquer traço de pedido de desculpas, ou qualquer idéia de problema de consciência, ou qualquer sugestão de estar triste por alguma falta, ou o menor vestígio de remorso.

Ele ensinou as outras pessoas a se considerarem pecadoras, Ele asseverou bem claramente que o coração humano é mau, Ele disse a Seus discípulos que toda vez que orassem deviam pedir perdão, mas nunca falou ou agiu como se Ele mesmo tivesse a mais leve idéia de ter feito algo diferente do que aquilo que agradava a Deus.

Se nEle houvesse qualquer pecado secreto, ou mesmo a lembrança de pecados passados, isso revelaria uma insensibilidade moral em contraste irreconciliável com o discernimento moral que Seus ensinos revelam.


3. CRISTO, O MAIS VERDADEIRO DE TODOS OS HOMENS

O Jesus que atraiu multidões era único. Quando ele ensinava, Deus ensinava. Quando falava, Deus falava. Suas Palavras não foram palavras de um homem comum, eram as Palavras do próprio Deus.


Seus ensinos eram bombásticas revelações de um Deus que resolveu vir a terra para dialogar face a face com os homens. Em certo momento, Ele mesmo certificou seus discípulos a respeito dessa verdade. “Porque em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes e não o viram, e ouvir o que vós ouvís, e não o ouviram” (Mt 13.17).

• A grandeza e o caráter das Palavras de Cristo
• A grandeza e o caráter dos milagres de Cristo
• A grandeza e o caráter da perfeição de Cristo

Quem seria capaz de responder a essas indagações humanas fundamentais como Jesus o fez? São o tipo de palavras e o tipo de respostas que esperaríamos que Deus desse, e nós que acreditamos na divindade de Jesus não temos problemas quanto à razão por que essas palavras vieram de Sua boca.

Dentre todos os homens, somente Cristo é destacado como sendo a perfeição. Aquilo que Deus operou em termos de vida piedosa e virtude num determinado momento e num caso específico nesta terra. Deus poderia ter suscitado em diferentes épocas muitos desses exemplos vivos de uma humanidade santificada, igual a Jesus, para corrigir, instruir e aperfeiçoar o mundo. Mas, não o fez. O que torna Jesus um caso único, inigualável e eterno.


4. CRISTO, A VISÍVEL REVELAÇÃO DE DEUS

O apóstolo Paulo denominou a Cristo como: “a imagem do Deus invisível (Cl 1.15). Quando Filipe pediu para ver a Deus, Jesus lhe respondeu da seguinte maneira: “estou há tanto tempo convosco, não me tendes conhecido, Filipe?

Quem me vê a mim vê o pai; e como dizes tu: mostra-nos o Pai (Jo 14.8). Jesus tornou-se humano com apenas uma finalidade: para que os seres humanos pudessem ter uma idéia do Deus infinito.

• Deus se deu a conhecer descendo até nós, na pessoa de Cristo
• Por que Deus se tornaria um homem?
• A humanidade de Cristo trouxe conforto para todos nós


A tentação, por mais vexatória que pareça, não causa mal algum à alma que sabe resisti-la; antes, manifesta a fortaleza da alma e, deste modo, acrescenta-lhe méritos. Com maior razão, ainda a santidade de Cristo não poderia sofrer. Como homem Ele conheceu em si mesmo as fraquezas dos homens.


CONCLUSÃO

Os nomes dos orgulhosos estadistas gregos e romanos do passado surgiram e desapareceram. Os nomes dos cientistas, filósofos e teólogos do passado surgiram e desapareceram. Mas, o nome deste Homem é mencionado cada vez mais.

Embora tenham se passado dois mil anos entre o momento da sua crucificação e a geração atual, contudo Ele ainda vive. Herodes não pôde destruí-lo, e o sepulcro não pôde retê-lo.

QUESTIONÁRIO

1- Qual o fator que torna Cristo tão marcante na história?
R.: Ele disse palavras de vida como jamais haviam sido pronunciadas antes dEle.

2- O que torna Cristo tão especial e diferente dos demais?
R.: O fato de estar isento de qualquer pecado pessoal.

3- Em que sentido a humanidade de Cristo nos trouxe conforto?
R.: Sua natureza nos revela como Deus ama e nos compreende. Hb 4:15

4- Por que Cristo é uma luz que jamais será ofuscada com o passar dos anos?
R.: Em Cristo não havia mancha, nEle imperavam todas as virtudes de um homem ideal.

5- Por que Deus se tornou homem?
R.: Essa era a única maneira de compreendermos sua linguagem.

Baixe aqui o plano de incentivo à leitura da Lição 2:
http://www.editorabetel.com.br/auxilio/jovenseadultos/pil/4tri/PIL02.doc

Bons Estudos!!!


Fontes: Bíblia Sagrada – Concordância, Dicionário e Harpa - Editora Betel
Revista Jesus Cristo – Editora Betel - 4º Trimestre 2009 – Lição 01


Jesus Cristo - O maior personagem da história da humanidade


A paz do Senhor Jesus!!!
Bem vindos alunos abençoados a mais um trimestre.......

É com muito prazer que apresentamos o assunto do nosso próximo trimestre, nada mais e nada menos que o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o Alfa e o Omega, o princípio e o fim.
Não percam as aulas pois as lições estão simplesmente maravilhosas, segue a relação:

Lição 1: Jesus Cristo, o maior personagem da história da humanidade
Lição 2: Jesus Cristo, o carpinteiro escultor de almas
Lição 3: Jesus Cristo, o logos de Deus
Lição 4: Jesus Cristo, a mais sublime expressão de amor e humildade
Lição 5: Jesus Cristo, a esperança na desventura
Lição 6: Jesus Cristo, o homem que mais discursou acerca do inferno
Lição 7: Jesus Cristo e os enigmas da cruz
Lição 8: Jesus Cristo e o fim dos tempos
Lição 9: Jesus Cristo e a pérola de grande valor
Lição 10: Jesus e os valores do sal e da luz
Lição 11: Jesus, os remendos e os odres
Lição 12: Jesus e as lições da solidariedade
Lição 13: Jesus Cristo e as lições da ressurreição de Lázaro

Gostariamos de aproveitar a oportunidade e apresentar os novos professores da sala dos adultos neste trimestre:

- Ev. Fabio Gadion
- Pr. Leonardo Antonio Garcez

Que Deus vos dê sabedoria, graça e unção do Espirito Santo para ensinar a igreja do Senhor Jesus!!!

Tenham ótimos estudos neste trimestre!!!

Equipe do EBD na NET.

Baixe já o programa de incentivo à leitura da lição 01: http://www.editorabetel.com.br/auxilio/jovenseadultos/pil/4tri/PIL01.doc

LIÇÃO 13 – ESTRATÉGIAS HISTÓRICAS CONTRA A IGREJA

As portas do inferno não prevalecerão contra a verdadeira igreja de Cristo

Queridos irmãos, A Paz do Senhor!

Chegamos ao final de nossa revista CIDADANIA CRISTÃ - terceiro trimestre de 2009!

Foi muito bom termos caminhado juntos durante os últimos três meses e como encerramento , vamos conhecer parte das ESTRATÉGIAS HISTÓRICAS CONTRA A IGREJA Professor: Pr. Eduardo Messias

Bem vindos!
TEXTO ÁUREO

“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo”. Ef 6.11.
VERDADE APLICADA

A Igreja existe na pessoa do próprio Jesus, se nutre dEle, se fortalece e se santifica nEle e, na sã doutrina, cresce e encontra seus princípios, objetivos, poder e vigor.
OBJETIVOS DA LIÇÃO

1) Contribuir para que os alunos alcancem maior percepção e discernimento dos ardis de Satanás;

2) Destacar a importância da “nutrição doutrinária” saudável para o vigor da Igreja e para a qualidade da influência que ela exerce sobre a sociedade;

3) Ensinar que devemos vigiar, pois o inimigo espreita nossos fraquezas e defeitos morais como ferramenta contra a Igreja.
GLOSSÁRIO

Chamuscada: Levemente queimada, crestada;

Infante: Incapaz de falar, que está na infância, criança, infantil;

Mártir: Pessoa que sofreu tormentos, torturas ou morte por sustentar a fé cristã.
INTRODUÇÃO

Muitas estratégias diabólicas contra a Igreja consistem em distorcer, violar, ridicularizar, suprimir, reinterpretar, e relativizar as leis do Reino para minimizar e neutralizar a influência cristã no mundo e impedir o cumprimento desta profecia: “Não ensinará mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o Senhor” (Jr 31.34; Hb 8.11).
1. SATANÁS ATENTA CONTRA A INFÂNCIA DA IGREJA

As diversas faixas etárias mencionadas nesta lição apontam apenas para o aspecto histórico e organizacional da Igreja. O corpo de Cristo (Cl 1.18; Hb 12.23) nunca envelhece e é indestrutível (Ap 7.14; 12.11).

Como Satanás desconhece “o mistério de Cristo e da Igreja” (1Co 2.7; Ef 5.32; Cl 1.26,27), ele ronda seus membros e líderes, para ver se encontra um ponto fraco pelo qual possa destruir a noiva do Cordeiro (1Pe 5.8). Entre suas táticas encontramos:

1.1. Perseguição legal

O inimigo imaginava que para salvar suas vidas, os membros da Igreja abandonariam a fé de Cristo. Satanás não queria mártires, queria desertores. Mártires enaltecem a Igreja, desertores a desonram.

Por meio de falsos judeus (Ap 2.9) acusou a Igreja recém-nascida de ser inimiga da lei, dos costumes e das tradições (6.13,14).

Esta falsa acusação culminou na primeira grande perseguição aos crentes em Jesus (At 8.1). A congregação foi dissolvida, mas a Igreja cresceu ao invés de morrer (v 4).

1.2. Adulteração da doutrina

Satanás usou dois poderosos venenos doutrinários contra a infância da Igreja: O legalismo judaizante e o Gnosticismo.O primeiro ensinava que para serem salvos os cristãos precisavam cumprir todas as exigências e cerimoniais da Lei Judaica. Se enveredasse por esta doutrina a Igreja poria entre os homens e Jesus todo o aparato legal do judaísmo. Isto prejudicaria o relacionamento dela com Cristo e a impediria de alcançar todos os povos da terra.O segundo designa o movimento religioso que floresceu durante os primeiros séculos da era cristã. Suas bases filosóficas eram as da antiga Gnose (conhecimento). Os gnosticos reivindicavam a posse de conhecimentos secretos indispensáveis à salvação que, segundo eles, só era obtida pelo conhecimento (Ap 2.24). Encorajavam a imoralidade e a licenciosidade como meios de libertar o espírito da matéria que, ensinavam eles, era o princípio do mal. De todas as heresias gnósticas a mais prejudicial era negação da humanidade, morte e ressurreição de Cristo, o que tornava vã toda a esperança cristã (1Co 15.17-19). Se a Igreja tivesse abraçado a doutrina gnóstica o Cristianismo teria se transformado em mais uma religião pagã entre as tantas que havia no Império Romano.
1.3. ‘Adesão’ da nobreza à fé cristã

Satanás explorou a vaidade dos cristãos, que exultaram por ter entre suas fileiras o cidadão número um do Império Romano.

No século III, o Cristianismo, expressão visível, ainda que muitas vezes distorcida, da Igreja, obteve a simpatia do imperador Constantino. Por influência e imposição dele muitos da nobreza foram admitidos na igreja sem a experiência da conversão e alguns deles até se tornaram mestres e líderes do Cristianismo (Ap 2.14).

2. SATANÁS TENTA ROUBAR A IGREJA JUVENIL

Embora tenha causado danos ao Cristianismo às tentativas acima não puderam extinguir a Igreja, que a despeito de toda oposição aberta e/ou velada foi se expandindo e alcançou a idade jovem (Ap 2.10). Nesta fase da igreja, a estratégia do inimigo consistiu em subtrair do Cristianismo tudo que Satanás considerasse vital a subsistência da Igreja. Consideraremos pelo menos três áreas em que a cristandade foi saqueada:
2.1. A liberdade da Igreja

A partir do século IV, o Cristianismo tornou-se a religião oficial do Império Romano. Os imperadores sustentavam as organizações cristãs, interferiam nos negócios eclesiásticos e exerciam autoridade na igreja visível. O Império usou o Cristianismo para estender, fortalecer e manter o seu poder e o Cristianismo usou da força e do poder imperial para ‘converter’ os povos. Esta aliança mundana sacrificou a liberdade da Igreja de obedecer antes a Deus que aos homens (At 5.29), subjugou as organizações cristãs às vontades ímpias, foi responsável pela ceifa de milhares de vidas e por suscitar nos corações inconversos ódio ao Evangelho, rejeição a Cristo e ao Cristianismo e medo da Igreja.

2.2. Na pureza da adoração

O culto a Maria, nas suas mais variadas manifestações, substituiu o culto às deusas pagãs no coração do populacho que aderiu ao Cristianismo ‘da boca pra fora’. Ao deixar de depender unicamente de Cristo, o Cristianismo abandonou a pureza do Evangelho e abrigou e sustentou em seu seio o paganismo e muitas heresias que antes rejeitara. A cristandade dormiu enquanto os mais perigosos inimigos da Igreja de Cristo semeavam o joio no meio do trigo.
2.3. A santidade da Igreja

Concupiscência é o desejo ardente de bens ou gozos materiais e carnais: Pode ser manifestada na sofreguidão pela aquisição de riquezas materiais, fama, status social e, na avareza, que é o apego excessivo ao dinheiro. Manifesta-se também, na glutonaria, na bebedice, nos vícios de qualquer natureza, na lascívia, na luxúria e em qualquer outro apetite sexual desenfreado. Observe que, de um modo geral, a concupiscência do mundo atenta contra a santidade e a justiça exigidas da vida cristã, impede o acesso ao Reino de Deus (Gl 5.19-21) e é satisfeita com recursos financeiros, razão pela qual Jesus afirmou categoricamente:

Não podeis servir a Deus e as riquezas (Mc 6.24; Lc 6.13). E Paulo disse: “o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores (1Tm 6.10)”.
3. SATANÁS TENTA DESTRUIR A IGREJA ADULTA

É Cristo quem credencia e capacita a Igreja para investir contra os portões do inferno e derrubá-los (Mt 16.18). Ele a instruiu nos princípios do Reino, indispensáveis a sua saúde, vitalidade, influência salvífica sobre o mundo (Mt 5.13) e por fim, a herança do Reino (1Co 6.9; Gl 5.21; Ef 5.5; Ap 22.14,15).

Ele a proveu de poder e de autoridade suficientes para o cumprimento de sua missão evangelizadora (Lc 10.19). Concedeu-lhe fé para resistir o Diabo (1Pe 5.9; Tg 4.7) que gostaria mesmo é de destruir o próprio fundamento da Igreja, Cristo.

Como isto é impossível, em todas as fases da história da Igreja, Satanás tem tentado levá-la a um modo de vida que, por si só, resulte no descredenciamento dela como poderosa agente do Reino de Deus (Ap 2.5) e na rejeição completa de Cristo a ela (Ap 3. 16). Apresentamos a seguir três pontos onde, infelizmente o inimigo obteve mais êxito:
3.1. Em levar o Cristianismo a agir contra a natureza e propósito da Igreja
Pouco antes da crucificação, Jesus deixou claro que Seu Reino, que inclui a Igreja, não é de natureza temporal e mundana (Jo 18.36). Ele instruiu os discípulos acerca do poder que concederia a Igreja para que ela cumprisse todos os propósitos para os quais seria edificada (Mt 16.18; 28,19; 10.1; Lc 9.1,2; 10.19; 1Pe 4.11).

Mas, inimigos de Cristo, infiltrados nas organizações cristãs, tentaram usar a Igreja com propósitos temporais e políticos. Qualquer manual de História Medieval ou de História da Igreja nos informa do sucesso do Adversário nesta empreitada.

3.2. Na sedução do domínio e do poder

Todos os cristãos genuínos concordam que a doutrina cristã deve dominar a mentalidade dos povos, não a partir da força e do poder temporal, pois deste modo deixaria de ser cristã, mas a partir da obra transformadora de Cristo efetuada no coração dos homens pela agência da Igreja. Cristo, cabeça da Igreja, não precisa estabelecer um reino temporal (Jo 18.36), visto que Ele é o Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap 19.16) e Sua Noiva não deve se embaraçar com negócios desta vida (2Tm 2.4). O projeto de Hildebrando continha três erros gravíssimos destinados a destruir a Igreja.

O primeiro foi quanto à natureza da Igreja que não é deste mundo (Jo 17.16) e, portanto, não depende e não pode depender de possuir o controle político dos povos para exercer influência sobre eles. O segundo foi a tentativa de atribuir ao corpo o Reino e o poder da Cabeça (Ef 1.22; Ef 5.23; Cl 1.18; Ap 11.15). O terceiro foi o mesmo erro do filho pródigo: Tentar gozar antecipadamente a herança dos santos (Ap 5.9,10; 20.6; 22.5).
3.3. Na organização e métodos de trabalho da Igreja

As ordens bíblicas: “Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, e, assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também (1Pe 5.2; Cl 3.3)”, foram substituídas pela violência das cruzadas, pelas fogueiras da Inquisição e pela comercialização do perdão (venda de indulgências).
4. AS INVESTIDAS DE SATANÁS CONTRA A IGREJA CONTEMPORÂNEA

Nas lições 1, 2 e 6 vimos que os valores cristãos resultaram em numerosas "convicções" democráticas, como: a dignidade da pessoa humana, a liberdade, a solidariedade, o respeito pela natureza e a laicidade do Estado, entre outros.

Os inimigos de Cristo adulteram os princípios do Cristianismo e os utilizam na tentativa de aniquilar a Igreja do Senhor. Vamos conferir alguns?
4.1. A dignidade da pessoa humana

Baseia-se no relato bíblico da criação no qual Deus fez o homem à Sua própria imagem e semelhança. Satanás lança mão deste conceito e induz o ser humano a pensar que possui dignidade à parte de Deus e pode atingir por si mesmo a perfeição.

O homem, instiga Satanás, deve abandonar a idéia de que é criatura, adorador e servo para tornar-se criador, deus e senhor de si mesmo e varrer do mundo a ‘servil mentalidade cristã’ pois ela é a maior afronta à dignidade da pessoa humana.

Por causa desta distorção algumas leis estão sendo elaboradas para conferir status de “dignidade da pessoa humana” a práticas e comportamentos aos quais a Bíblia chama de pecado, abominação e confusão.
4.2. Os direitos humanos

O homem não regenerado deslumbra-se com os benefícios da dignidade, mas rejeita a base bíblica sem a qual inexistem tanto a dignidade como os ‘direitos’ dela procedentes. Por isto, principalmente no século XX e XXI, estão sendo elaboradas e aprovadas leis que definem e protegem como ‘direitos’ hábitos, vícios, comportamentos e certos aspectos culturais totalmente incompatíveis com a vida cristã e as práticas do Corpo de Cristo. Essas leis são formuladas para que comportamentos, escolhas individuais e algumas entidades espirituais, que a luz da Bíblia são pecados e espíritos malignos, sejam considerados direitos democráticos do indivíduo e preservação da cultura das minorias étnicas. Daí qualquer pessoa, prática ou entidade protegida por aqueles “direitos especiais” poderá se impor e se opor legalmente a Igreja. São “direitos humanos”. Assim, se alguém fizer uma “obra de arte”, em que símbolos cristãos são profanados, é liberdade de expressão. Mas se os cristãos se opuserem a tais obras “de arte”, isto é crime contra a liberdade de expressão. Se um professor do ensino público fundamental ensinar as crianças como se pratica qualquer modalidade de sexo, por exemplo, isto é respeito à dignidade da pessoa humana das crianças, que têm direito àquela informação. Se os pais dos alunos protestarem, isto é preconceito e ofensa a dignidade humana dos praticantes de alguma preferência sexual embutida no pacote ‘”democrático de educação sexual”. Se um cristão evangélico orientar os convertidos a fé cristã, oriundos de uma fé não cristã, por exemplo, a se desfazerem de seus objetos sagrados, isto é crime de preconceito religioso e ofensa às entidades espirituais daquela religião.

4.3. Estado Laico
Foi o cristianismo, com o seu elevado conceito de liberdade individual que possibilitou a criação de Estados neutros quanto à religião. O Estado Laico não pode adotar uma religião como oficial nem se opor e embaraçar as manifestações de qualquer religião seja ela professada pela maioria ou pela minoria.

Mas o que constatamos é que os poderes legislativos, executivos e judiciários dos Estados ditos laicos elaboram, editam e aplicam leis destinadas a calar a voz da Igreja sobre questões espirituais, éticas e morais contrárias à fé cristã.

CONCLUSÃO

Por tudo o que foi exposto percebemos que grande perigo e aperto se avizinha da Igreja. Densas nuvens estão se formando e os relâmpagos e trovões já começaram. Talvez sejam estes os “tempos trabalhosos”, de que Paulo nos fala e nos quais “todos os que querem viver piamente em Cristo Jesus padecerão perseguições" (2Tm 3.1.12).

Fontes: Bíblia Sagrada – Concordância, Dicionário e Harpa - Editora Betel
Revista Cidadania Cristã – Editora Betel - 3º Trimestre 2009 – Lição 13