JESUS CRISTO E AS LIÇÕES DA RESSUREIÇÃO DE LÁZARO

LIÇÃO 13 – 27 DE DEZEMBRO DE 2009, quarto trimestre.

Queridos irmãos, A Paz do Senhor! Nosso comentarista é o Pastor José da Silva Oliveira - O tema da semana é: "JESUS CRISTO E AS LIÇÕES DA RESSUREIÇÃO DE LÁZARO”

Professor: Pr. Eduardo Messias

TEXTO ÁUREO

“Em que vós grandemente vos alegreis, ainda que agora importa, sendo necessário, que estejais por um pouco contristados com várias tentações 1Pe 1.6.

VERDADE APLICADA

Existem situações que nos obrigam a confiar unicamente em Deus, pois elas são fases que Deus reservou para revelar Sua glória em nossas vidas.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

1) Ensinar porque Jesus parece tardar em algumas situações desesperadoras;

2) Apresentar o amplo domínio exercido por Jesus nas causas humanas;

3) Revelar as lições da ressurreição de Lázaro e sua figura escatológica.

GLOSSÁRIO

Imponente: Majestoso, que impõe sua importância.

Interpelado: O mesmo que interrompido, chamado para dar explicações.

Mutação: Referente a mudanças.

INTRODUÇÃO

O que fazer quando Jesus parece ausente? O que fazer quando tudo declina e o terror se apossa de nós? Os relatos entre a morte e a ressurreição de Lázaro revelam algumas das profundas questões de nossos dias como: Por que Deus permitiu que isto viesse acontecer? Onde Deus está que não vê minha situação?

1. Jesus tinha motivos especiais para não atender seu grande amigo Lázaro

Jesus resolve dirigir-se para além do Jordão, deserto onde João principiou seu ministério. Ali, era seguido por multidões que nEle criam e que por Ele eram curados e libertos. Chega, então, uma triste noticia. “Está enfermo aquele que tu amas”. Jesus não está muito longe dali, mas detém todo conhecimento de causa e resolve permanecer ainda dois dias no deserto do Jordão.

  • Se Jesus não chegou é porque algo grande está para realizar (Reflita)
  • Jesus revela o porquê de retardar sua chegada (Reflita)
  • Jesus estava retornando a Judéia para iluminar os que estavam em trevas (Reflita)

Quantas vezes por não entender os propósitos divinos alguns se desviam, abandonam a fé, renunciam seus ministérios e murmuram como Israel no deserto. Existem momentos em nossas vidas que Deus se cala e parece não responder aos nossos sofrimentos, mas isso não significa que Ele não controla a situação. O que Deus espera de cada um de nós é uma fé capaz de suportar o tempo de sua chegada. E com certeza, ao chegar, Ele fará algo superior ao que esperamos. Isto aconteceu na vida de Marta e Maria, irmãs de Lázaro. Acontecerá também com aqueles que esperam sua chegada.

Jesus deixa claro que só tropeça quem não o conhece, pois Ele e a luz do mundo. Jesus compreendia as trevas espirituais na qual viviam os religiosos de sua época, e não se importava em voltar outra vez onde fora escarnecido e perseguido. Só que desta vez o céu brilharia na mais densa treva e na mais profunda cegueira dos habitantes daquela região. Existem pessoas que jamais voltariam nos locais em que foram maltratados e que de certa forma foram humilhados. Você voltaria onde quiseram te matar a pedradas? Esse era o sentimento dos discípulos e em particular Tomé. Mas, Jesus sempre está disposto a ensinar novas lições, tanto para quem o segue, quanto para aqueles que o observam.

2. Jesus apresenta seu amplo domínio sobre as causas humanas

Jesus tinha uma grande missão ao chegar na Judéia: “provar para aqueles que desejavam apedrejá-lo, que realmente Ele era quem dizia ser”. O sofrimento e a morte de Lázaro eram apenas o meio pelo qual Ele seria glorificado entre eles. O palco estava armado, mas antes de Jesus chegar mostrou a seus discípulos que possuía um amplo domínio da situação: “Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono”... “Lázaro está morto, e folgo, por amor de vós, de que Eu lá não estivesse para que acrediteis” (Jo 11. 11,14b, 15).

  • Jesus chegou no quarto dia (Reflita)
  • Devemos crer antes de afirmar que tudo está acabado (Reflita)
  • Que tipo de pedra devemos tirar? (Reflita)

Começamos entender aqui o porquê da demora. Jesus demorou porque amava. Ele permitiu que acontecesse o pior, que as irmãs (e, por meio delas, o mundo) pudessem receber um testemunho do seu poder salvador, o que custaria nada menos que a morte do irmão. Muitas vezes nos é permitido passar entre as mais densas trevas para que haja não somente um novo sentido em nossas vidas. Assim, através das experiências e dos sofrimentos vividos nos tornemos uma carta lida.

Se o nosso coração estiver banhado pela luz da presença de Deus e consciente de que está dentro de seus planos, não poderá enganar-se em suas decisões e não ficara confuso. Desde que Jesus veio a nós, a morte se tornou mera sombra do que era e não deve ser temida mais do que o sono. Tivesse o Senhor estado ao lado de seu amigo e não teria resistido às suplicas das irmãs; mas, agora, havia oportunidade para operar um milagre que produziria fé.

3. Jesus Cristo e Sua autoridade

Após lamentar a ausência de Jesus e a morte de seu irmão, Marta faz importante declaração: “sei que tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá” (Jo 11.22). Esta certeza está no mais profundo compartimento de nossas almas, mas por que não acontece na prática? Talvez seja porque agimos como Marta, Jesus fala de um milagre para agora e por falta de fé, nós o transferimos para um futuro que nem sabemos quando (Jo 11.23.24).

  • Compreendendo o que significa glorificação (Reflita)
  • Jesus mandou que Lázaro fosse desatado (Reflita)
  • O que Jesus fez com Lázaro fez conosco também (Reflita)

Jesus não gosta de trabalhar com possibilidades humanas, os grandes milagres registrados na Bíblia aconteceram em locais difíceis, situações humanamente impossíveis e por pessoas que apresentaram uma grande iniciativa. Ele espera que nos esvaziemos para que opere de forma milagrosa. Por que resolveu chegar ao quarto dia? Por que não veio quando Lázaro piorou? Por que não chegou na hora do funeral? Por que só veio após o mau cheiro exalar? Enquanto o homem puder interferir Ele não opera o milagre. A única contribuição que Jesus aceita de nós em um milagre é a nossa fé.

Às vezes agimos como Marta. Não entendemos o amanhã e nos desapontamos porque as ações de Jesus fugiram de nossas expectativas. Às vezes oramos e Jesus faz maravilhas na vida de outros. Mas, clamamos por quem amamos e a cura não vem. Existem coisas que nunca entenderemos, e como Marta, nos desapontaremos porque Deus não fez o milagre que desejávamos na hora em que invocamos a sua presença.

4. As lições da ressurreição de Lázaro

A ressurreição de Lázaro aponta para um sinal escatológico. No dia do juízo do Grande Trono Branco, o livro da vida será aberto (Ap 20.11-15). Tudo o que um dia existiu será recomposto pela Palavra de Jesus e comparecerá diante dEle. Lázaro é um exemplo do poder da Palavra de Jesus.

  • A ressurreição de Lázaro aponta para a promessa da Igreja (Reflita)
  • A ressurreição de Lázaro aponta para nossa história (Reflita)
  • A ressurreição de Lázaro nos ensina que Jesus tem planos superiores (Reflita)

As palavras registradas por João devem nos estimular durante o dia-a-dia nossa caminhada. “vem para fora” (Jo 11.43). Parece que em nossos dias precisamos que Cristo faça o mesmo por nós. Que nos emita uma palavra de poder e possamos sair desse sepulcro gélido e inerte que vivemos na atualidade. Assim como Lázaro “saiu”, façamos o mesmo e, se, porventura, ainda estivermos atados, Ele nos irá desatar e seguiremos como Lázaro, atraindo e acrescentando ao reino, através do testemunho conquistado (Jo 1.45; 12.9,11).

CONCLUSÃO

Através da provação de Lázaro, Jesus salvou muitos judeus importantes e influentes, mostrou que era realmente o Filho de Deus. Através de nossas lutas, Jesus reflete glória para a salvação de outros, pois as provações tem como fim nos tornar veículos de Cristo (Jo 11.45). Se Deus tem um plano, ninguém impedirá que este plano seja interrompido.

QUESTIONÁRIO

1- Por que motivo os discípulos temeram em retornar a Galiléia?

R.: Eles temiam a morte de Jesus, pois quase fora apedrejado quando lá esteve.

2- Que motivos levaram Jesus a chegar a Betânia no quarto dia?

R.: Ele esperou se esgotar todas as possibilidades humanas para entrar em ação.

3- Qual a finalidade da provação de Lázaro?

R.: A glorificação de Jesus Cristo perante aqueles que o apedrejaram.

4- O que significa tirar a pedra?

R.: Simboliza a fé e a obediência.

5- Quais os símbolos da ressurreição de Lázaro comparados as nossas vidas?

R.: Recorda-nos a nova vida que recebemos. Nosso antes e nosso depois.

Fontes: Bíblia Sagrada – Concordância, Dicionário e Harpa - Editora Betel

Revista Jesus Cristo – Editora Betel - 4º Trimestre 2009 – Lição 13

JESUS E AS LIÇÕES DA SOLIDARIEDADE

LIÇÃO 12 – 20 DE DEZEMBRO DE 2009, quarto trimestre.

Queridos irmãos, A Paz do Senhor! Nosso comentarista é o Pastor José da Silva Oliveira - O tema da semana é: "JESUS E AS LIÇÕES DA SOLIDARIEDADE"

Professor: Ev. Fabio Gadion

TEXTO ÁUREO

“Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força.” Dt 6.5.

VERDADE APLICADA

Aquele que se autodenomina cristão, mas é insensível diante da necessidade dos outros, demonstra em suas atitudes que não tem em si mesmo a vida eterna.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

1) Mostrar como conceitos errados podem se tornar impedimentos a obra de Deus;

2) Ensinar que Jesus é o bom samaritano que nos socorreu quando mais necessitávamos;

3) Deixar bem claro que Ele voltará e pedira contas a seus hospedeiros.

GLOSSÁRIO

Bálsamo: Neste texto representa o alívio e o consolo

Preeminente: Superior, que ocupa lugar mais elevado.

Retemperar: Adquirir novas energias.


INTRODUÇÃO

Ser solidário consiste, não em receber, mas em dar, independente de raça, credo e do sentimento de compaixão. O amor se sobrepõe a todas essas distinções e arrisca a própria vida de maneira a proporcionar socorro.

1. Jesus esclarece ao doutor da lei quem é seu próximo e a quem deve ser solidário

Jesus é abordado por um mestre da lei que não tinha dúvidas da existência de Deus e da necessidade de amá-lo de todo o seu coração, entendimento e forças. Porém, algo incomodava esse homem. A identidade do próximo a quem ele deveria amar. Como doutor da lei, esse homem pertencia a uma categoria de mestres que diziam que nenhum gentio seria um próximo deles. Os judeus somente consideravam seus próximos aqueles que pertenciam ao povo da aliança.

  • O que era um doutor da lei (Reflita)
  • O mestre e o doutor (Reflita)
  • Os samaritanos (Reflita)

Os escribas eram especialistas em interpretar as Sagradas Escrituras. Esse cargo, de acordo com o que se lê no Antigo e no Novo Testamento, era ocupado somente por homens hábeis e capazes, competentes e instruídos, homens que soubessem descrever todos os acontecimentos históricos de sua época. Somente homens de cultura e capacidade comprovada eram admitidos no exercício da função de escriba. Na época de Jesus alguns homens se tornaram escribas sem autorização e enveredaram pelo caminho do orgulho e ambição. Alguns até julgavam que possuíam a vida eterna. Por isso, Jesus os repreendeu (Jo 5.39).

Se examinarmos atentamente a doutrina de Jesus, veremos em todos os seus princípios a exaltação da humildade e a humilhação do orgulho. As personalidades mais impressionantes e significativas de suas parábolas são sempre os pequenos, os humildes, os repudiados pelas seitas dominantes, os acusados pelos doutores da lei. Pelos rabinos, pelos fariseus e escribas do povo, em suma, os chamados heréticos e descrentes! Todos estes são os preferidos de Jesus, e julgados mais dignos do Reino dos Céus que os potentados da sua época, que os sacerdotes ministradores da lei, que os grandes, os orgulhosos, os representantes da alta sociedade!

2. A parábola do bom samaritano

O que Jesus queria que o doutor da lei entendesse é que muitos intelectuais de sua época não compreendiam a natureza do Reino de Deus, enquanto homens simples como o samaritano, não tinham cultura, mas possuíam um bem inestimável: o coração bem formado para o amor ao semelhante.

  • Descendo de Jerusalém pára Jericó (Reflita)
  • O viajante surpresa (Reflita)
  • O levita vem pelo mesmo caminho (Reflita)

Os samaritanos não eram puros em termos raciais, mas uma mistura de judeu e gentio; por isso, eram odiados pelos que tinham o sangue integral do grupo étnico judaico. Os judeus não queriam comunhão com os samaritanos e os rejeitavam como próximos no sentido moral da Palavra. Assim o doutor da lei ficou bastante surpreso, quando Jesus apresentou o samaritano como a única pessoa que se dispôs a ajudar aquele judeu indefeso, naquela estrada solitária e perigosa.

O Samaritano não perguntou, investigou, suspeitou, apenas ajudou. Não lhe interessou saber se o pobre irmão possuía esta ou aquela posição social, esta ou aquela religião, se era rico ou pobre. Somente viu nele um irmão necessitado de auxilio imediato e, então, foi misericordioso. Também não devemos generalizar e afirmar que todos os líderes judeus eram cruéis e que nem todos os samaritanos possuíam coração terno. Jesus estava apenas golpeando os dois pilares sobre os quais a vida vazia do judeu daqueles dias se apoiava.

3. Jesus, o bom samaritano

A compaixão é muito mais do que sentir a dor e aflição de alguém. É ir ao encontro e ajudá-la. Ao fazer sobressair a atitude do bom samaritano, Jesus destaca as expressões de sua bondade e a maneira como cuidou daquele homem ferido. Observaremos agora o paralelo que existe entre o samaritano e Jesus, vejamos quão maravilhoso é o Senhor.

  • Ele desceu de sua cavalgadura (Reflita)
  • Ele tratou de seus ferimentos (Reflita)
  • Ele o pôs sobre sua cavalgadura (Reflita)

Não havia afinidade natural entre o judeu e o gentio. Isso ocorria em parte por causa da nacionalidade e gênio diversos; mas, além disso, a totalidade do código e de costumes judaicos a respeito do uso de alimentos limpos e da poluição cerimonial impedia maior aproximação. Todas essas paredes de separação foram derrubadas por Cristo. NEle se juntaram duas paredes, que vinham de direções diferentes e, se uniram uma á outra e, assim, criou-se uma nova unidade humana (Ef 2.11-16).

4. Ele disse que voltará

Uma coisa que devemos prestar muita atenção nesta parábola: Jesus afirmou que o samaritano voltaria. (Lc 10.35). O doutor da lei deve ter ficado assustado com tal declaração. Pois ela aborda tanto a responsabilidade que é dada a cada líder, “cuida dele”, quanto à honra que lhe será prestada na vinda do Senhor, “te pagarei quando voltar”.

  • A estalagem (Reflita)
  • Ele prometeu voltar (Reflita)
  • Quem é o meu próximo? (Reflita)

Jesus nos faz acreditar que nosso próximo é aquele que indistintamente ajudamos independente de religião ou credo. Jesus replicou de maneira muito hábil a pergunta daquele doutor da lei, fazendo-o compreender sua verdadeira responsabilidade. “Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores? E ele disse: o que usou de misericórdia para com ele. Disse, pois, Jesus: Vai e faze da mesma maneira” (Lc 10. 36.37). Agora não havia mais justificativa, era ser como os outros ou fazer a diferença. E assim acontece com cada um de nós, quando somos informados por Jesus a respeito de nossas responsabilidades.

CONCLUSÃO

Estávamos feridos pelos pecados que carregávamos e éramos incapazes de nos levantar. Mas, por meio de Sua morte e ressurreição, Ele vestiu a nossa nudez, atou as nossas feridas e nos curou com o bálsamo extraído de Seu próprio coração partido. Por fim, nos colocou num lugar seguro, supriu as nossas necessidades e prometeu voltar e levar-nos para estar com Ele, onde estiver (Jo 14 .1-3).

QUESTIONÁRIO

1- Quem os judeus consideravam como seus próximos?

R.: Somente aqueles que pertenciam ao povo da aliança.

2- Qual a função oficial de um doutor da lei?

R.: Interpretar a lei e instruir o povo.

3- O que aconteceu com o homem que desceu de Jerusalém para Jericó?

R.: Foi espancado e perdeu tudo o que possuía.

4- Quem é o bom samaritano da parábola?

R.: JESUS CRISTO.

5- O que aprendemos sobre o sentimento de ser o próximo?

R.: Que ser o próximo não é uma questão de proximidade física, de local, mas de amor.

Baixe aqui o plano de incentivo à leitura da Lição 13:

http://www.editorabetel.com.br/auxilio/jovenseadultos/pil/4tri/PIL13.doc

Fontes: Bíblia Sagrada – Concordância, Dicionário e Harpa - Editora Betel

Revista Jesus Cristo – Editora Betel - 4º Trimestre 2009 – Lição 12

JESUS, OS REMENDOS E OS ODRES


LIÇÃO 11 – 13 DE DEZEMBRO DE 2009, quarto trimestre.

Queridos irmãos, A Paz do Senhor! Nosso comentarista é o Pastor José da Silva Oliveira - O tema da semana é: "JESUS, OS REMENDOS E OS ODRES"

Professor: Pr. Eduardo Messias

TEXTO ÁUREO

“Ninguém costura remendo de pano novo em veste velha; porque o mesmo remendo novo rompe o velho, e a rotura fica maior” Mc 2.21.

VERDADE APLICADA

As coisas novas de Deus não podem ser aplicadas a uma natureza velha, pois o resultado seria o desperdício e uma rotura ainda maior.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

1) Mostrar os transtornos causados pela organização religiosa da época de Jesus;

2) Ensinar que se torna impossível alguém receber as coisas de Deus a menos que mude seu modo antigo de viver;

3) Assegurar que o cristianismo não é remendo. É mudança radical em todos os sentidos.

GLOSSÁRIO

Odre: Vasilha ou saco de couro ou de pele para transporte de líquidos

Paradigma: Modelo, exemplo.

Periodicamente: O que se repete em tempos determinados


INTRODUÇÃO

Os discípulos de Jesus estavam alegres, um sentimento inevitável enquanto Jesus estava com eles. Os discípulos de João estavam tristes, João estava preso e a beira da morte. Jesus lhes responde, mas fala de um assunto que até hoje temos problemas de compreender: “Coisas novas e coisas velhas”.

1. Jesus veio mudar as vestes por completo

Jesus e sua doutrina eram totalmente diferentes dos conceitos religiosos daquela época. A Bíblia é enfática quando diz que muitos se escandalizam dEle e de Sua doutrina. Jesus veio ao mundo apresentar o modelo correto, mas, infelizmente, como em nossos dias, muitas pessoas não estão preparadas para compreender a simplicidade de Cristo (2Co 11.3).

  • Novo com velho causa rotura (Reflita)
  • Vinho novo para odres novos (Reflita)
  • Não se coloca vinho novo em odre velho (Reflita)

O provérbio de Jesus sobre o remendo novo na roupa velha saiu facilmente de Sua própria vida. Ele não poderia ser contido dentro das velhas fórmulas e rituais dos fariseus. Ele romperia o molde! A nova mensagem que Ele ensinava teria que ser acompanhada por novos métodos de adoração. Todos sabem que se tentarmos remendar nosso velho homem com um pouquinho de ensinamento do evangelho ou sempre que tentarmos simplesmente derramar alguma espiritualidade dentro de nossas velhas vidas, o resultado será um desastre colossal, pois apenas uma reforma completa servirá. Afinal o velho é irreparável e tem simplesmente que ceder lugar ao novo; isso se ajusta com a exigência de Jesus de que nasçamos de novo (Jo 3.1-13).

A partir do momento que somos novas criaturas em Cristo Jesus, o Espírito Santo de Deus nos enche de gozo espiritual e na medida em que vamos perseverando na fé, melhorando como pessoa, vamos nos transformando em um vinho todo especial, sendo provado e aprovado pelo nosso Senhor, guardando em nosso coração a Palavra de Deus e retendo a alegria da salvação que há em Cristo Jesus. Avaliemos neste dia que tipo de odre é o nosso coração, e que tipo de vinho está dentro dele. Deus oferece oportunidade através de Seu Filho Unigênito (Jo 3.16), para que todos nós desfrutemos da maior de todas as bênçãos que se identifica como salvação eterna.

2. Jesus trouxe-nos uma roupagem semelhante a Sua

Pedro nos adverte: “Cingi-vos todos de humildade” (1Pe 5.5). Aprendemos nas lições passadas que a túnica de Jesus não apresentava remendos, João afirmou que “a túnica toda de alto a baixo, não tinha costura (Jo 19.23b). Quando Jesus fala de vinho novo, fala de si mesmo agindo dentro de cada um de nós. Mas, quando fala de vestes, fala de nos despir da roupagem do pecado e do egoísmo que não pode sofrer remendos, tendo que ser totalmente sem costura como eram suas vestes.

  • Jesus falou da rotura que aconteceria com o remendo e com o odre (Reflita)
  • Cristo nos propõe uma roupa nova (Reflita)

O jejum que os fariseus tanto praticavam, era um vestido velho, para o qual seria inútil um pedaço de pano novo. Todo sistema que Jesus veio criar não era algo impregnado numa velha ordem, mas algo extremamente novo. Jesus não poderia de forma alguma, colocar as novas verdades que veio ensinar em uma fórmula desgastada como a que os fariseus estavam acostumados a viver. Jesus esnsinou que não se pode ter duas cordas em nosso arco; que é confiar nEle para a salvação e ao mesmo tempo confiar em nossas próprias obras. Ou estamos debaixo da lei ou debaixo da graça. Não existem remendos.

Quando uma roupa se rasga, temos diversas opções: podemos não usá-las mais; podemos ignorar as rachaduras e vesti-las assim mesmo; colocar nelas um remendo novo e vê-las rasgarem-se outra vez; remendá-las com um pano de um mesmo tecido, da mesma idade, para prolongar um pouco mais o seu tempo de vida útil ou comprar uma roupa nova que resistirá ao desgaste de movimentação e das constantes lavagens. Jesus não veio criar soluções para coisas que segundo seu eterno propósito tem um tempo de validade. Ele veio mudar radicalmente algumas organizações humanas e presidi-las a partir de Seu caráter.

3. Jesus falou sobre a importância de um odre novo

Jesus comparava todo sistema religioso de sua época como um odre velho. O problema do odre velho era o vinho novo. Ninguém que entedesse do assunto, ousaria colocar um vinho novo em um odre velho que perdera sua elasticidade. Pois na hora da fermentação esse vinho arrebentaria o odre ressecado pelo tempo.

  • Se o vinho se perder para que servirá o odre? (Reflita)
  • Jesus tem sempre vinho novo (Reflita)
  • Para conservar o vinho novo é preciso um odre novo (Reflita)

Os religiosos que Jesus recriminou e, que se tornaram seus inimigos procuravam reconhecimento e mérito pela observância externa de ritos e formas de piedade, como lavagens cerimoniais, jejuns, orações e esmolas. Mas, negligenciavam a genuína piedade e orgulhavam-se em suas boas obras. Tinham esperança de que os mortos, após uma experiência preliminar de recompensa ou penalidade no Hades, seriam novamente chamados à vida e recompensados, cada um de acordo com suas obras individuais. Quando Jesus falou sobre remendos e odres eles compreendiam muito bem o que Jesus estava combatendo. Uma religião vazia e sem qualquer esperança para o perdido pecador.

4. O processo de renovação dos odres

Há quem diga que naqueles tempos da antiga cultura judaica quando o odre era velho e não se expandia mais, colocavam-no em um cepo (tora de madeira) e o surravam com um porrete. Assim se obrigava o odre a expandir-se. Como este crescimento não é espontâneo, natural, pode acarretar algum sofrimento, no entanto, melhor crescer com alguma dor do que permanecer vazio por toda a eternidade. Deus deseja que estejamos sensíveis, Ele quer derramar seu vinho novo em odres que tenham condições de recebê-lo.

  • O odre deve ser mergulhado na água (Reflita)
  • O odre deve ser posto no óleo (Reflita)
  • Ser escovado para a retirada das impurezas (Reflita)

Abraão, Jó, Daniel, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego e muitos outros, passaram pelo processo da escova. Mas uma coisa é certa, jamais foram esquecidos e se tornaram exemplos para sua posteridade. Todos nós, mais cedo ou mais tarde passaremos pelo processo da escova. Imagine ser escovado sem antes ter sido mergulhado na água e no azeite? É bom atentar para este fato.

CONCLUSÃO

Deus fez, Deus trabalhou, lapidou, usou, ornamentou, mas aquela unção venceu o prazo, esgotou. Deus tem uma nova unção para cada um de nós. Deus tem um novo vinho, mas não se pode por o vinho novo com o velho, primeiro tem que se esvaziar o velho. A Bíblia nos ensina não só a receber vinho novo, mas a prepararmos odres novos.

QUESTIONÁRIO

1- O que Jesus recriminava ao falar sobre remendos e odres?

R.: A estrutura religioso da época que era injusta produzia transtornos e impedimentos para aqueles que queriam se chegar a Deus.

2- O que representava a veste velha?

R.: Representava a vida comum daqueles que não tem compromisso nem afinidade com Deus.

3- O que Jesus queria dizer quando comparou a religião a um odre velho?

R.: Que se torna impossível alguém receber as coisas de Deus a menos que mude seu modo antigo de viver.

4- Que elementos eram utilizados no processo de renovação dos odres?

R.: A água, o azeite e a escova de aço.

5- O que representa o processo da escova de aço?

R.: Uma convocação para sacrificar o que ocupa o lugar de Deus nossas vidas.

Fontes: Bíblia Sagrada – Concordância, Dicionário e Harpa - Editora Betel

Revista Jesus Cristo – Editora Betel - 4º Trimestre 2009 – Lição 11